quarta-feira, 17 de julho de 2013

I want to roam the world
will you take my hand?
I'd like to fade away and back
and head back to somewhere else
and share the feelling with you
will you let go?
I'll freefall and rise up high
and hands up raised
I'll ask you to join me there... and here...

I want to go, but not alone
I want to stay, next to you
and leave the now
and embrace the further present
and smell the utter taste
of the finally us...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

dulce olor...
donde te encuentras?
por donde caminas?
piérdete que yo te encuentro...
pasee en mi dirección...
que es todo un otro tiempo...
para ayudar...
a volver...
a mi encuentro...

Vertigo

O alto é um templo,
lugar sagrado de contemplação.
Estar no alto alimenta a alma e espírito,
fomenta a adrenalina
e estimula a serotonina.

Mas o alto dá vertigens,
arrepios de prazer.
Às vezes aquela neblina que beija os pés,
que faz de chão,
que não deixa ver a distância ao fundo
é a cama perfeita
para o inquieto descanso.

No calmo sopro em que a neblina se desfaz
e o passo deambula
entre a calma e a adrenalina,
então se abraça o alto
e se constrói a força
de viver em pleno no topo do mundo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Conto-te as torturas que sofri
e tu partilhas os teus pesadelos
e eu descanso, enfim, em pleno
num prazer de quem o merece.
Deito-me e sinto a aveludada seda
que me contorna,
fecho os olhos e deleito-me
com o calor deste sol
desta melodia que não decifro
deste toque que não entendo
mas que me eleva a um mantra só meu.
Pertenço a este meu mundo,
a esta maré de felicidade.
Abro os olhos do meu descanso
e o meu mundo desaparece!
Mas nas ondas da minha maré
vens tu, com o teu calor, o teu toque,
a tua melodia... com a nossa felicidade...
e esta aragem que me percorre
é o teu sussurro e sinto o arrepio
de como quem diz que "Te Amo"...

sábado, 23 de junho de 2012

yo me gustaria navegar
sin tiempo para volver
e solo bailar con la maresia
e con usted...
me gustaria cambiar
de ciudad, de noche, de musica
siempre que no estas
e buscar lo camino
quiero intentar conocer
lo que me queda
e quitar qualquer duda
del divino...
quiero... te quiero...
dar la luna como regalo
e mirar-te bailando a noche
a la luvia...

te quiero...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

sometimes words just fall short...
if I could just stare...

and bring the righteousness
to my words and thoughts
and impose such fairness
at each glimpse fought
then time would be found still
in that place, of rest
and we would have lost the chains
and won the tests

and at last, fulfill our wishes
and leave the distance in oblivion

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Acordo e cheiro o frio da manhã. Espreguiço como quem não tem vergonha alguma, nem sequer razão para tal. Espreito, do alto desta colina, o meu mundo gelado, sereno, silencioso e ancioso por aquele sol que ao longe, no horizonte, me avermelha o céu... e o meu dia começa e acompanham-me as sinfonias do quotidiano e desço a minha colina a passos largos com a convicção de quem sabe onde vai e fazer o quê! Mas não sei... e não me importa! Só confio no meu instinto que me diz que o caminho é por ali... seja mato denso ou campo aberto... enquanto o dia for alto e me quiser iluminar... eu vou seguir por este caminho...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Coimbra

Coimbra deixou de ser
aquela cidade onde me apaixonei.
É agora um antro de felicidade
onde me encontro todos os dias
com a minha paixão.
É o lento e maravilhoso subir do pano
de uma linda peça,
de um épico romance,
de um capítulo de história inacabada
e límpida de utopia.
Coimbra é um palco,
cheio de luzes e actores
que não representam, mas vivem,
e vivem em júbilo como eu.
Coimbra é agora a cidade
onde vejo o arco-íris de noite
enquanto venero a Lua e as estrelas.
Coimbra é a cidade onde vivo apaixonado
por quem em Coimbra me apaixonei.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Há um astro em mim que vagueia
não tem órbita definida, parece louco
ora sorve o meu breu, ora dá-me luz
Não é estrela, não é cadente
não é meteoro nem planeta cintilante
Desliza na minha face oculta
cresce de energia entrópica
implode, suavemente
anda no meu sistema, errante

domingo, 28 de agosto de 2011

Serenidade
de um pôr do sol
Metafórica
na ausência dessa luz
Patologia
de uma longa espera
Agonizante
até que o dia me seduz

Troco as noites pelos dias
a penumbra pela claridade
o ócio pela vontade
e o desprezo pela saudade

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

cresce o vil asco
pela indolência alheia
e eu não gosto
do veneno em mim
cresce o meu carácter
quando sinto a ausência dele
mas arranha-me a alma
a gente suja

terça-feira, 23 de agosto de 2011

sinto um manto em cima de mim
aqui dentro tudo fervilha
em espasmos lentos
de opeáceos endógenos
e o manto arde-me a imagem
sinto a força para o levantar
um vento quente que o empurra
agarro-me a ele e cravo as unhas
com a mínima das vontades
mas a mais doce coragem
sinto a razão aos ombros
e a febre no corpo inerte
de quem não quer fugir
nem sair nem voltar
mas de quem sonha inaugurar

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Curioso como às vezes ouvimos dizer "construir um futuro" como se mandasse fazer uma casa. Aquelas ideias de que está na hora, estamos na idade, encontrámos com quem, não passam de falácias sociais imprimidas por um projecto de vida idealizado como se de uma lei se trasse. Eu próprio já passei por momentos em que pensei assim...
A verdade é que aquilo que procuramos construir é um passado... ambicionamos pegar na constelação de acontecimento e momentos, ideias e memórias, tristezas e alegrias que ambundam em frenezim nos nossos corações e edificar um passado compaco e inerte, que fique onde está, no passado, e nos permita a veleidade de recomeçar...
É impossível construir um futuro. Não temos matéria prima. Podemos planear e desejar e ambicionar, mas cada dia que passa, cada caminho que percorremos, cada acontecimento que vivemos é mais um dia vivido que do nada passa de futuro a presente e volve ao passado sem que antes tenha deixado em nós aquela que um dia foi a marca do futuro que queríamos construír... Resta-nos saber viver o presente...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Se me estiveres a ouvir,
escuta-me.
Percebe o que digo,
o que sinto
e faz-me a vontade.
Se me fizeres esperar,
eu espero.
Aguardo sereno
a tua compreensão,
a tua aceitação.
Se me levares hoje,
eu vou,
sem sequer saber o destino.
Se pensares em mim,
pensa no futuro
e no que me pode dar...

Meu ego,
se me estiveres a ouvir,
escuta-me...
e faz-me a vontade...

sábado, 16 de julho de 2011

Não importa falar
se não formos ouvidos
Não importa escrever
se ninguém nos lê
Não importa sentir
se ninguém o sente

É a reciprocidade volátil
que completa a mensagem
e vaporiza o momento
numa nuvem cognitiva

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sinto, pela primeira vez,
a pequenez que nos caracteriza.
Não como um malogrado fado,
mas como o chegado consumar de um facto.
Não nos bastamos,
nunca estamos saciados de companhia,
de conhecimento,
de materiais,
de ideias,
de nós... dos outros...
O regozijo reside aqui,
em tomar consciência
de que sentirmo-nos parte
de algo ou de um todo
é maior que qualquer alimento,
qualquer substância,
qualquer alter-ego...

Cada célula dá vida ao corpo,
cada corpo procura outro,
cada outro dá vida ao mundo...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

recuperado de há muitos, muitos, muitos anos...

Das cidades

As luzes na noite.
Os tumultos de alegria.
As pessoas que passeiam
em grupo, a sós,
ou como tantos,
em duetos de paixão.
Que sensação voraz
que me invade
a cada momento
enquanto me envolvo
e enredo os meus dedos
nesta cidade louca.
Louca, mas pacata.
Pacata, mas inimaginavelmente viva.
Quantos amores
leva o rio que nunca pára,
que nunca morre?
Quantos corações
partem das pontes,
mas que voltam
porque a cidade os puxa
para o seu ninho?
E as histórias
que se contam
e se cantam...
E as noites
que se passam
sem se dar por isso...
Dos vultos das capas negras,
das serenatas ao luar
vivem os estudantes
cada momento
dando tudo o que têm.
As vozes da Cabra
que se ouvem
de tempos a tempos
sempre que soa o toque
para reunir a preceito.
é a cidade das cidades
ea mais velha
das mais velhas.
Quem por lá passa
deixa um pedaço,
mas leva consigo
uma vida inteira.

Tenho na minha memória
que o mais belo luar
e o mais quente amanhacer
são na cidade de Coimbra.

domingo, 19 de junho de 2011

É deveras interessante chegar à conclusão de que cada palavra tem os mais variados significados dependendo da orientação que lhes queremos dar; a título de exemplo: Geomorfologia. Assisti, em tempos idos, à tese de doutoramento do Prof. Rochette em que o tema versado era, em traços gerais, a Geomorfologia. Falava com todo o propósito te factos palpáveis, mensuráveis, datações, aspectos físicos do mundo que nos rodeia, da forma física das coisas e os seus porquês. A crítica maior que lhe apontaram foi se referir a periodos longos da história como "momentos".
Muito antes disso, já eu estudava Geografia, tive a estrondosa oportunidade de participar numa tertúlia com o Dr. Juan Sfeir-Yunis, Chileno, Geógrafo, Economista, adido das Nações Unidas, mas tão desprendido das questões materiais que me abriu a mente para uma realidade menos óbvia do que a que estava familiarizado, encarando a Geomorfologia como um resultado não apenas físico da acção natural do planeta, mas também minuciosamente conectada aos agentes imateriais do quotidiano.
Talvez tenha sido devido a este confronto abismal de ideias sobre o mesmo tema que me despertou para a factual presença da ambiguídade em que vivemos; disfrutamos de momentos repetidos, efémeros ou perenes, mas sempre significativos, que nos moldam a alma e nos constroem o espírito. Cada momento tráz sabedoria empírica, cada traço passado representa uma conquista privada, cada tempo vivido ostenta um conhecimento válido...
Orgulho-me de sentir que com todos os momentos aprendi e continuo em formação. Se nunca errar é porque não o vejo, logo abdico de crescer.

Olhar, não é ver, e perceber isso é reinar em terra de estúpidos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Às vezes vivemos no medo e nem damos conta. A vida não deixa de passar por causa disso. O quotidiano é redondamente a mesma monotonia que nos absorve e consome e nos dá a sensação de alegria ou tristeza... mas no fundo é só sensação... na verdade só existe vazio.
Não é fácil dar conta disso, de que nos deixamos envolver e embrulhar pelo medo de viver, que há algo maior, uma vontade extrema de atingir um objectivo que nos cega ao ponto de não vermos verdades maiores e intrinsecas, de não sentirmos o que verdadeiramente nos vai na alma...
Às vezes é preciso um abalo, uma doença, uma ecatombe para nos abrir a alma e soltar o medo... não que ele fuja ou desapareça, mas para o enfrentarmos... para o olharmos nos olhos e dar o peito e lutar contra ele...
Ele há medos que vencemos... e há medos que temos que aprender a viver com eles... há marcas que saram e cicatrizes que desvanecem... mas com tudo aprendemos a não voltar a errar na vida...
Há passados que nos dão pena... que podiam ter sido tão diferentes... e há futuros tão risonhos que não têm passado...
Às vezes esse medo escolhe-nos um caminho sem medo e sem medo é por onde eu vou...

*

domingo, 22 de maio de 2011

Tenho um dom que não sei usar: o de ser objecto. Não objecto de uso, mas de fruto. Objecto de objectivo largo, perene e solúvel. Pareço ter um interesse particular que me surpreende e ao mesmo tempo me renega. Ser objecto é como uma doença que se espalha pelo corpo e transcende o ridículo e o absurdo... é ser um infinito mar de devaneios de outrem, díspares e incoerentes, malignos e impregnados de malvadez...
Ser objecto é também ser único. Singular, irrepetível e impenetrável... Inerte, hibrído e insensível...
Ser objecto é fazer acreditar que se o é... e deixar que isso me torne importante sem o ser...