quinta-feira, 11 de abril de 2013

Vertigo

O alto é um templo,
lugar sagrado de contemplação.
Estar no alto alimenta a alma e espírito,
fomenta a adrenalina
e estimula a serotonina.

Mas o alto dá vertigens,
arrepios de prazer.
Às vezes aquela neblina que beija os pés,
que faz de chão,
que não deixa ver a distância ao fundo
é a cama perfeita
para o inquieto descanso.

No calmo sopro em que a neblina se desfaz
e o passo deambula
entre a calma e a adrenalina,
então se abraça o alto
e se constrói a força
de viver em pleno no topo do mundo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Conto-te as torturas que sofri
e tu partilhas os teus pesadelos
e eu descanso, enfim, em pleno
num prazer de quem o merece.
Deito-me e sinto a aveludada seda
que me contorna,
fecho os olhos e deleito-me
com o calor deste sol
desta melodia que não decifro
deste toque que não entendo
mas que me eleva a um mantra só meu.
Pertenço a este meu mundo,
a esta maré de felicidade.
Abro os olhos do meu descanso
e o meu mundo desaparece!
Mas nas ondas da minha maré
vens tu, com o teu calor, o teu toque,
a tua melodia... com a nossa felicidade...
e esta aragem que me percorre
é o teu sussurro e sinto o arrepio
de como quem diz que "Te Amo"...

sábado, 23 de junho de 2012

yo me gustaria navegar
sin tiempo para volver
e solo bailar con la maresia
e con usted...
me gustaria cambiar
de ciudad, de noche, de musica
siempre que no estas
e buscar lo camino
quiero intentar conocer
lo que me queda
e quitar qualquer duda
del divino...
quiero... te quiero...
dar la luna como regalo
e mirar-te bailando a noche
a la luvia...

te quiero...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

sometimes words just fall short...
if I could just stare...

and bring the righteousness
to my words and thoughts
and impose such fairness
at each glimpse fought
then time would be found still
in that place, of rest
and we would have lost the chains
and won the tests

and at last, fulfill our wishes
and leave the distance in oblivion

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Acordo e cheiro o frio da manhã. Espreguiço como quem não tem vergonha alguma, nem sequer razão para tal. Espreito, do alto desta colina, o meu mundo gelado, sereno, silencioso e ancioso por aquele sol que ao longe, no horizonte, me avermelha o céu... e o meu dia começa e acompanham-me as sinfonias do quotidiano e desço a minha colina a passos largos com a convicção de quem sabe onde vai e fazer o quê! Mas não sei... e não me importa! Só confio no meu instinto que me diz que o caminho é por ali... seja mato denso ou campo aberto... enquanto o dia for alto e me quiser iluminar... eu vou seguir por este caminho...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Coimbra

Coimbra deixou de ser
aquela cidade onde me apaixonei.
É agora um antro de felicidade
onde me encontro todos os dias
com a minha paixão.
É o lento e maravilhoso subir do pano
de uma linda peça,
de um épico romance,
de um capítulo de história inacabada
e límpida de utopia.
Coimbra é um palco,
cheio de luzes e actores
que não representam, mas vivem,
e vivem em júbilo como eu.
Coimbra é agora a cidade
onde vejo o arco-íris de noite
enquanto venero a Lua e as estrelas.
Coimbra é a cidade onde vivo apaixonado
por quem em Coimbra me apaixonei.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Há um astro em mim que vagueia
não tem órbita definida, parece louco
ora sorve o meu breu, ora dá-me luz
Não é estrela, não é cadente
não é meteoro nem planeta cintilante
Desliza na minha face oculta
cresce de energia entrópica
implode, suavemente
anda no meu sistema, errante